Sábado dia 02 de agosto vai ter um showzaço no circovoador, de uma das bandas mais legais dos anos 80, que influencia maior galera até hoje, o Suicidal Tendencies.
O Suicidal Tendencies começou sua história criando muita polêmica. Era início da década de 80 e quatro jovens de origem latina, que moravam em Venice, Los Angeles, formaram o grupo. O quarteto era Mike Muir, líder do grupo, Louiche Mayorga, Grant Estes e Amery Smith. Com um visual diferente, que chamava atenção por ter inspirações nas culturas latina e negra, o grupo começou a ganhar público, de punks a skatistas.
A fama trouxe também problemas para o Suicidal. A polícia estava sempre na cola do grupo, porque os concertos costumavam ser palco para brigas entre gangues. Aliás, a banda foi muitas vezes associada a uma gangue em particular dos subúrbios de Los Angeles, os Crips. A banda usava frequentemente a cor azul característica deste grupo, e o lenço azul que Mike Muir costuma usar é a imagem de marca dos Crips. O problema se agravou com a chegada do primeiro Album, em 1983, que levava o nome do grupo, e com a turnê que iniciaram pelos EUA. Nesta época, a banda não tinha dinheiro suficiente e muitas vezes chegaram a tocar de graça ou em troca de alguns poucos dólares.
O PMRC (Parental Music Resource), espécie de censura americana às canções, iniciou uma perseguição ao grupo. Alegavam que o nome, a postura e as letras do Suicidal eram ofensivas. Toda a polêmica em torno deles trazia mais fãs, até que a justiça conseguiu a proibição dos concertos do grupo durante cinco anos. A gravadora interveio na situação e negociou o prazo para dois anos.
Passado o recesso, o Suicidal lançou o álbum Join the Army e viu a canção "Possessed to Skate" se tornar um sucesso. Quando parecia que tudo estava bem, Mike Muir viu seus três companheiros deixarem o grupo. Entraram no lugar Rocky George, Ralph Herrera e Bob Heathcote. O líder queria um som mais pesado ainda e sentia a falta de mais um guitarrista no grupo. Muir convocou Mike Clark para a tarefa, que se tornou grande parceiro.
Passado o período de adaptação, era hora de mostrar trabalho. O terceiro disco, h, saiu e, logo em seguida, uma compilação: "Controled by Hatred". E os problemas também voltaram, O PMRC continuou na cola do grupo e, em 1990, após muita pressão, realizaram um álbum menos polêmico, "Lights, Camera, Revolution". Os fãs não gostaram e os acusaram de se vender. O grupo não deu bola e, em 1992, lançou "The Art of Rebellion", também criticado pelos fãs. A crise interna estava crescendo e alguns integrantes, inclusive o próprio Muir, com o Infectious Grooves, começaram a se dedicar a projetos paralelos. Mais uma tentativa foi colocada nas lojas, "Suicidal for Life", que repercutiu mal, e a banda percebeu que era hora de parar.
Foram três anos até que Muir se animou novamente e reuniu todos para lançar a coletânea "Prime Cuts", em 1997. Era vez de preparar material novo, mas antes era preciso mudar a formação da banda mais uma vez. Em 1999, eles lançaram "Freedumb" e, no ano seguinte, "Free yous soul and save my mind". Mas a alegria dos fãs durou pouco, outro recesso estava por vir.
Em 2003, o Suicidal realizou a turnê Eastpak Resistance, que acabou trazendo conseqüências para Mike Muir. No primeiro concerto da turnê ele machucou a coluna. Como não queria prejudicar o grupo, acabou deixando de lado o problema e continuou a viagem. A lesão piorou e no dia 23 de dezembro de 2003, ele foi internado para uma cirurgia de emergência. Sem previsão para o retorno, o projeto de entrar no estúdio foi adiado.
No Brasil eles já tocaram no festival paulista Maquinaria Rock Fest em maio deste ano. Vale a pena conferir galera, o Desacatoblog recomenda!

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