quinta-feira, 24 de julho de 2008

IMPERDÍVEL, SUICIDAL TENDENCIES NO BRASIL!


Sábado dia 02 de agosto vai ter um showzaço no circovoador, de uma das bandas mais legais dos anos 80, que influencia maior galera até hoje, o Suicidal Tendencies.

O Suicidal Tendencies começou sua história criando muita polêmica. Era início da década de 80 e quatro jovens de origem latina, que moravam em Venice, Los Angeles, formaram o grupo. O quarteto era Mike Muir, líder do grupo, Louiche Mayorga, Grant Estes e Amery Smith. Com um visual diferente, que chamava atenção por ter inspirações nas culturas latina e negra, o grupo começou a ganhar público, de punks a skatistas.

A fama trouxe também problemas para o Suicidal. A polícia estava sempre na cola do grupo, porque os concertos costumavam ser palco para brigas entre gangues. Aliás, a banda foi muitas vezes associada a uma gangue em particular dos subúrbios de Los Angeles, os Crips. A banda usava frequentemente a cor azul característica deste grupo, e o lenço azul que Mike Muir costuma usar é a imagem de marca dos Crips. O problema se agravou com a chegada do primeiro Album, em 1983, que levava o nome do grupo, e com a turnê que iniciaram pelos EUA. Nesta época, a banda não tinha dinheiro suficiente e muitas vezes chegaram a tocar de graça ou em troca de alguns poucos dólares.

O PMRC (Parental Music Resource), espécie de censura americana às canções, iniciou uma perseguição ao grupo. Alegavam que o nome, a postura e as letras do Suicidal eram ofensivas. Toda a polêmica em torno deles trazia mais fãs, até que a justiça conseguiu a proibição dos concertos do grupo durante cinco anos. A gravadora interveio na situação e negociou o prazo para dois anos.

Passado o recesso, o Suicidal lançou o álbum Join the Army e viu a canção "Possessed to Skate" se tornar um sucesso. Quando parecia que tudo estava bem, Mike Muir viu seus três companheiros deixarem o grupo. Entraram no lugar Rocky George, Ralph Herrera e Bob Heathcote. O líder queria um som mais pesado ainda e sentia a falta de mais um guitarrista no grupo. Muir convocou Mike Clark para a tarefa, que se tornou grande parceiro.

Passado o período de adaptação, era hora de mostrar trabalho. O terceiro disco, h, saiu e, logo em seguida, uma compilação: "Controled by Hatred". E os problemas também voltaram, O PMRC continuou na cola do grupo e, em 1990, após muita pressão, realizaram um álbum menos polêmico, "Lights, Camera, Revolution". Os fãs não gostaram e os acusaram de se vender. O grupo não deu bola e, em 1992, lançou "The Art of Rebellion", também criticado pelos fãs. A crise interna estava crescendo e alguns integrantes, inclusive o próprio Muir, com o Infectious Grooves, começaram a se dedicar a projetos paralelos. Mais uma tentativa foi colocada nas lojas, "Suicidal for Life", que repercutiu mal, e a banda percebeu que era hora de parar.

Foram três anos até que Muir se animou novamente e reuniu todos para lançar a coletânea "Prime Cuts", em 1997. Era vez de preparar material novo, mas antes era preciso mudar a formação da banda mais uma vez. Em 1999, eles lançaram "Freedumb" e, no ano seguinte, "Free yous soul and save my mind". Mas a alegria dos fãs durou pouco, outro recesso estava por vir.

Em 2003, o Suicidal realizou a turnê Eastpak Resistance, que acabou trazendo conseqüências para Mike Muir. No primeiro concerto da turnê ele machucou a coluna. Como não queria prejudicar o grupo, acabou deixando de lado o problema e continuou a viagem. A lesão piorou e no dia 23 de dezembro de 2003, ele foi internado para uma cirurgia de emergência. Sem previsão para o retorno, o projeto de entrar no estúdio foi adiado.

No Brasil eles já tocaram no festival paulista Maquinaria Rock Fest em maio deste ano. Vale a pena conferir galera, o Desacatoblog recomenda!



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